Helibras anuncia início da produção do modelo EC225

Diário do Comércio – MG
06-08-2013

Trata-se da versão civil do EC725, encomendado pela Forças Armadas.

Atenta à demanda do mercado nacional de óleo e gás, a Helicópteros do Brasil S/A (Helibras), instalada em Itajubá, no Sul de Minas, deve começar a produzir o EC225, versão civil dos modelos EC725, adquiridos pelas Forças Armadas Brasileiras, a partir de 2016. Enquanto isso, o mercado governamental vem sustentando os negócios da empresa em detrimento da demanda por aeronaves civis.

Além do setor de óleo e gás, o presidente da Helibras, Eduardo Marson Ferreira, revela que o mercado governamental, puxado pelo processo de preparação e modernização da esfera pública no combate aos crimes ambientais, bombeiros e polícias, também está garantindo um bom nível de demanda por helicópteros civis de menor porte, como os modelos Esquilo, também produzidos pela empresa em Itajubá.

Ferreira acrescenta que a linha de produção dos modelos de grande porte em Itajubá, que demandou R$ 420 milhões em investimentos e foi inaugurada em outubro do ano passado para atender ao contrato com as Forças Armadas, está totalmente ocupada com 17 aeronaves do modelo militar e por isso a fabricação da versão civil da aeronave só deve começar a partir de 2016.

“O modelo civil, pelas suas características, é um equipamento que atenderá ao mercado off shore independente do momento econômico do país”, ressalta o presidente da Helibras. Segundo ele, a aeronave tem um raio operacional de 500 quilômetros, o suficiente para o transporte de civis até as plataformas off shoreda Petrobras, por exemplo.

Com uma média de produção anual de 35 a 40 aeronaves, este ano, a Helibras deve entregar perto de 35 unidades, sua média mais baixa. Ferreira explica que os negócios da empresa são diretamente proporcionais ao desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Como para este exercício é esperado um crescimento baixo, as encomendas também foram baixas.

Plano – No entanto, a situação não preocupa o presidente da única fabricante nacional de helicópteros. “Desde que assinamos o contrato de venda das 50 aeronaves com as Forças Armadas traçamos um plano de negócios e estamos justamente no momento de pico de investimentos e faturamento mais baixo. Para daqui a dois anos, devemos dar um salto de R$ 300 milhões para cerca de R$ 1 bilhão em receita”, afirma.

Sobre o primeiro helicóptero 100% brasileiro, com projeto e produção nacional, que será fabricado pela Helibras, Ferreira revela que a empresa vai definir o modelo até o final do primeiro trimestre de 2014. O plano é aproveitar know how adquirido com a nova linha montada em Itajubá e, com a participação de fornecedores locais e engenheiros e técnicos próprios, produzir uma aeronave com 100% de expertise brasileira.

Ferreira destaca, ainda, que a Helibras está empenhada em concretizar o projeto do Parque Tecnológico, no campus da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), onde irá funcionar o primeiro polo aeronáutico de asas rotativas do Brasil, com a participação da Embraer.

Em relação ao contrato com o Ministério da Defesa, o acordo prevê o fornecimento de 50 modelos EC725 para as Forças Armadas, em um negócio da ordem de 1,8 bilhão de euros e resultado de acordo entre os governos do Brasil e da França.

LEONARDO FRANCIA

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