Trabalhadores do setor aéreo querem intervenção do governo em cortes da TAM

Correio da Bahia
07.08.2013 – 03:22

Trabalhadores afirmam que a segurança dos voos está em risco, já que os profissionais que sabem que serão demitidos estão operando
Estadão Conteúdo

Trabalhadores do setor aéreo pediram nesta terça-feira ao ministro do Trabalho, Manoel Dias, a intervenção do governo federal nas demissões de funcionários da TAM. Depois do encontro, a Pasta informou que ocorrerá na quinta-feira, 08, uma negociação entre o Ministério Público do Trabalho, a TAM e sindicatos da categoria para discutir o assunto.

Os trabalhadores querem a suspensão dos desligamentos e, caso não ocorra, ameaçam fazer paralisação no Aeroporto de Congonhas (SP) das 6h às 8h na quinta-feira. Na semana passada, a TAM anunciou a abertura de um programa de demissão voluntária e um plano de licenças não remuneradas para cortar 811 pilotos e comissários.

Para o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos, Uébio José da Silva, existe um problema estrutural. “O governo federal não cria modelo para transporte aéreo e nem copia de um País”, criticou. Ele disse que a TAM anunciou as demissões sem negociar com os trabalhadores e que a empresa procurou os sindicatos dos funcionários que trabalham no solo para dizer que não seriam afetados.

Eles, entretanto, não acreditam que as demissões vão parar por aí. “A demissão de 811 funcionários é o ponto de partida”, declarou. “A cada piloto demitido, vão embora 20 aeroviários. Sem piloto, não tem avião voando e funcionários para preparar o voo. Serão milhares de pessoas demitidas”, afirmou o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).

Insegurança
Trabalhadores afirmam que a segurança dos voos está em risco, já que os profissionais que sabem que serão demitidos estão operando. “Você imagina um piloto fazendo 12h de trabalho sabendo que será demitido. Essa instabilidade não é razoável em um ambiente de enorme complexidade”, afirmou João Pedro Leite, presidente do Sindicato dos Aeronautas do Município de São Paulo.

Os sindicatos ligados à Força Sindical informaram que, se não houver suspensão das demissões, haverá paralisação no aeroporto de Congonhas, que eles classificam como o “coração da aviação”. O Ministério do Trabalho informou que Manoel Dias iniciou contatos com os chefes das Secretarias Geral da Presidência e da Aviação Civil, para conferir medidas cabíveis. Procurada pela reportagem, a TAM informou apenas que “está negociando com o sindicato que representa os aeronautas – os únicos afetados pelo processo de ajuste do quadro – há uma semana”.

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