Vendas e serviços seguem em alta

Valor Econômico
14/08/2013

Por Adauri Antunes
Para o Valor, de São Paulo

Céu de brigadeiro vem sendo uma constante para as prestadoras de serviços da aviação executiva. Com um crescimento médio de 7% nos últimos quatro anos, o setor tem atendido principalmente clientes corporativos que, ao contrário do que se pode imaginar, não estão procurando luxo e status, mas simplesmente cumprir objetivos empresariais.

“Nossos clientes, que compram os aviões e helicópteros que vendemos, ou contratam nossos serviços aéreos ou de manutenção, são de um portfólio variado. São pessoas jurídicas de médio e grande portes ligadas aos mais variados setores”, diz Leonardo Fiúza, diretor comercial da TAM Aviação Executiva. De alto padrão, os clientes são exigentes e movem as prestadoras de serviços a buscar mais qualidade no atendimento.

Nessa direção, a Líder Aviação, maior empresa de aviação executiva da América Latina, oficializou em julho contrato de representação exclusiva com a Bombardier, líder mundial na fabricação de jatos executivos. A empresa, que também representa com exclusividade a Beechcraft Corporation – especializada em aviões a pistão e turboélice – passa a vender também os jatos das linhas Learjet, Challenger e Global, do portfólio Bombardier. A parceria, de acordo com o presidente da Líder, Eduardo Vaz, é resultado de um bom relacionamento entre as empresas e da excelência nas diversas áreas da aviação executiva em que atua. “Em 54 anos de existência já vendemos mais de 800 aeronaves. A Líder foi a primeira empresa a trazer um Learjet para o Brasil, em 1968. O mesmo empenho e pioneirismo será mantido nessa nova parceria com a Bombardier”, diz.

Com uma marca histórica de 50 unidades por ano, entre aeronaves e helicópteros vendidos, a TAM AE espera um crescimento nos negócios de 8% este ano, o mesmo índice de 2012. No entanto, Leonardo Fiúza admite que as turbulências na economia do país estão fazendo com que o mercado passe por momentos “pouco bons”, o que pode fazer cair a previsão para 5%.

A Líder Aviação, que apresentou no balanço de 2012 um aumento na receita operacional bruta consolidada de 17% em relação a 2011, alcançando o valor de R$ 816 milhões, espera o crescimento desse volume este ano para R$ 1 bilhão. As adversidades na economia também são levadas em consideração. “Essa versatilidade nos segmentos em que atuamos nos permite esperar um ano positivo, com boas perspectivas para o segundo semestre”, avalia Júnia Hermont, diretora superintendente.

Para manter seus bons resultados este ano, a Líder aposta no aumento do faturamento das Unidades de Operações de Helicópteros, Manutenção de Aeronaves, Fretamento e Gerenciamento de Aeronaves e Atendimento Aeroportuário. O plano de expansão do ano passado, por exemplo, que teve investimentos de R$ 207 milhões, permitiu a aquisição de quatro helicópteros de grande porte, modelo Sikorsky S-92 (com capacidade para transportar até 21 passageiros). A frota da empresa passou de 89 aeronaves para 101, das quais 67 helicópteros, pertencentes à Unidade de Operações de Helicópteros, e 16 aviões próprios e 18 aeronaves gerenciadas na Unidade de Fretamento e Gerenciamento.

Para as empresas de menor porte, os negócios também vão bem, garante Othon César Ribeiro, diretor do Grupo Nações, com base em Jundiaí (SP) e que oferece fretamento de aeronaves e serviços para a aviação executiva. “Temos um crescimento médio de 7% ao ano que vamos repetir este ano com o crescimento da demanda por serviços para a região Centro-Oeste.”

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