Iata: emergentes puxam alta de demanda de passageiros

O Estado de S.Paulo
03 de setembro de 2013 | 20h 24

WLADIMIR D’ANDRADE – Agencia Estado

SÃO PAULO – O número de passageiros transportados por avião no mundo cresceu 5% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta terça-feira, 3, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês). A alta na demanda, medida em passageiros-quilômetro transportados (RPK), ocorreu em todos os continentes, mas foi puxada pelos mercados emergentes, com destaque para os aumentos verificados pelas companhias da América Latina (7,3% ante julho de 2012), da África (7,5%) e do Oriente Médio (7,8%).

A oferta de voos (assentos-quilômetro oferecidos, ASK) aumentou em um ritmo maior, de 5,5% em julho sobre o mesmo mês de 2012. O crescimento da oferta acima da demanda levou a uma queda de 0,4 ponto porcentual na taxa de ocupação (load-factor) do modal aéreo em julho, para 82,4%.

A Iata afirma que o crescimento em julho ficou abaixo do patamar de junho, quando a alta foi de 6,1% também na comparação anual. A entidade acredita que a desaceleração mostra um ajuste do mercado em linha com a situação econômica mundial e o impacto nas viagens provocado pelo período do Ramadã, quando os muçulmanos praticam o seu jejum ritual.

“A situação de crescimento do mercado liderado pelos emergentes pode estar mudando”, afirma o diretor-geral da Iata, Tony Tyler, em relatório. A entidade internacional ainda acredita em crescimento de 5% ao final de 2013 na demanda de passageiros, em comparação com 2012.

Na América Latina, a demanda cresceu 7,3% em julho e a oferta, 7,4%, sempre na comparação com igual mês de 2012. A taxa de ocupação recuou 0,1 ponto porcentual, para 82,4%. A Iata credita o desempenho da região ao Chile e à Colômbia, já que o Brasil, de acordo com o documento, sofre pressão inflacionária e vê diminuição na demanda doméstica.

Na América do Norte, a demanda subiu 3,6% em julho ante mesmo mês de 2012 e a oferta aumentou em 2,9%. Na Europa as altas foram de, respectivamente, 3,7% e 3,6%, enquanto a Ásia teve, em julho, altas de 6,3% na demanda e de 6,6% na capacidade. No Oriente Médio e na África, a capacidade aumentou respectivos 7,4% e 5,6%.

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