Hormônio do cérebro pode criar remédio contra 'jet lag'

03/10/201315h01

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A absorção de um hormônio pelo cérebro é a principal causa do “jet lag”, aquela sensação de mal estar que pode ser sentida após uma longa viagem de avião. Isso ocorre quando a vasopressina atua no núcleo supraquiasmático (acima), uma região cerebral que nós dá a noção da passagem das 24 horas de cada dia, pois funciona como uma engrenagem-mestre do relógio biológico do corpo Hitoshi Okamura e Yasuhiko Ibata

A duração de um jet lag, aquela sensação de desorientação que pode ser sentida após uma longa viagem de avião, está ligada à absorção de um hormônio presente no cérebro, a vasopressina.

Isso é o que aponta um estudo de pesquisadores da Universidade de Quioto, no Japão, publicada pela revista Science nesta quinta-feira (3).

A vasopressina é secretada pelo cérebro em casos de desidatação e queda de pressão arterial e, durante o jet lag, pode prolongar o mal estar experimentado por quem acaba de desembarcar num destino longínquo.

Jet lags ocorrem, geralmente, quando o turista cruza zonas do tempo no planeta, desarranjando o relógio biológico (circadiano) e dissincronizando-o com os ciclos de noite e dia que regulam grande parte do funcionamento do corpo.

Entender que a eliminação da absorção da vassopressina no cérebro leva a uma recuperação mais ágil de um jet lag deve permitir o desenvolvimento de drogas que beneficiem viajantes e trabalhadores de turnos noturnos, destaca o estudo.

Jet lag das cobaias

Para entender como é a atuação da vasopressina nesse processo, os pesquisadores japoneses analisaram o comportamento de camundongos expostos a condições que simulavam o jet lag.

Eles perceberam assim que um grupo de camundongos que teve seus receptores de vasopressina no cérebro desativados se recuperou com mais agilidade do mal estar.

A vasopressina torna-se a “vilã da viagem” quando atua em uma região do cérebro chamada núcleo supraquiasmático, uma espécie de engrenagem-mestre do relógio biológico do corpo, dando a nós a noção da passagem das 24 horas de cada dia.

Dentro desse núcleo, a vassopressina atua como um pêndulo, criando a estabilidade rítmica necessária para a manutenção de uma noção precisa de tempo e pode atrasar a recuperação do viajante.

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