Por falta de acordo trabalhista, Azul e Trip podem ficar separadas

Diário de Pernambuco
30/10/2013 22:30
pós-fusão »

O presidente da companhia Azul Linhas Aéreas, David Neeleman, disse nesta quarta-feira (30), em São Paulo, que a integração entre os quadros de funcionários da Azul e da Trip, comprada em 2012, pode ser interrompido caso os funcionários da companhia adquirida rejeitem a proposta de equalização.

Em entrevista ao portal Folha/UOL, Neeleman afirmou que “se não votarem um acordo, vamos ficar com empresas separadas”. A proposta de equiparação salarial de tripulantes da Azul e da Trip foi recusada no último dia 21, após assembleia do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), mesma data em que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou as duas empresas a atuarem com o mesmo Certificado de Operador Aéreo (COA).

Referindo-se à equiparação de remuneração de pilotos e co-pilotos das duas aéreas, Neeleman afirmou que há houve conversas com o sindicato que está acompanhando o processo. “Eles sabem que nossa proposta é justa”, afirmou o dono do voto controlador da Azul.

Entre as diferenças, segundo o portal apurou, a Azul calcula o salário variável com base em horas voadas e a Trip por quilômetro. “Tem piloto de jato ganhando mais que piloto que opera avião maior. Não faz sentido”, esclareceu Neeleman. A proposta da Azul representa um ajuste para baixo no rendimento de parte dos funcionários da Trip.

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