Avianca inicia plano de R$ 500 milhões

Valor Econômico
25/11/2013 às 05h00

Por João José Oliveira | De São Paulo

A Avianca Brasil, quarta maior empresa aérea brasileira, decidiu buscar no mercado de dívida recursos para ganhar fôlego na gestão do passivo da companhia. A empresa controlada pela Avianca Holdings, dos irmãos José e German Efromovich, está captando R$ 30 milhões por meio da venda de debêntures, dentro de programa de emissão que pode ir até R$ 500 milhões.

Segundo ata da assembleia de acionistas, os recursos serão integralmente usados para alongar e melhorar o perfil de endividamento da companhia aérea.

As debêntures ofertadas pela Avianca são simples, não conversíveis em ações. Os papéis têm rendimento equivalente à taxa médias diária dos depósitos interfinanceiros de um dia, denominadas pela taxa DI over extragrupo, acrescida de um spread, ou sobretaxa de 2,85% ao ano. Os títulos, com prazo de 18 meses, terão remuneração mensal.

A operação começou dia 30 de agosto, quando a Avianca aprovou em assembleia alteração no estatuto da empresa que permite captar recursos no mercado financeiro e de capitais.

As operações podem ser feitas por meio de financiamentos, de securitizações de ativos ou de emissões de títulos ou valores mobiliários, até o montante de R$ 500 milhões, em uma ou mais operações, em um mesmo exercício fiscal, assim como ainda constituir garantias em valores compatíveis com tais operações.

O plano de investimento da Avianca que está em andamento soma R$ 2,7 bilhões para o período de seis anos, iniciado em 2011 e que se encerra em dezembro de 2015. Parte dos recursos desse programa está financiando a renovação da frota, de 34 aeronaves, com a chegada de 12 Airbus A320 em 2014, para substituir os modelos MK, ou Fokker 100.

A companhia pretende elevar o faturamento este ano a R$ 1,8 bilhão, 33,3% mais que a receita de R$ 1,35 bilhão em 2012, com aumento de 21,5% no total de passageiros transportados, encerrando 2013 com 6,2 milhões de pessoas atendidas.

A empresa entrou ano passado na disputa para comprar a estatal aérea portuguesa Tap, ganhou a concorrência, mas não levou a companhia porque o processo foi cancelado pelo governo.

A Avianca tem 7% do mercado doméstico por passageiros transportados, ficando atrás da TAM (39%), Gol (36%) e Azul (17%).

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