American Airlines e US Airways concluem fusão, formando maior aérea do mundo

O Globo
9/12/13 – 17h22

Nova companhia passa a ter faturamento de US$ 38,7 bi anuais, 100 mil trabalhadores e 6,7 mil voos diários
O GLOBO
COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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Jato da American Airlines no aeroporto Ronald Reagan, em Washington.
Nova companhia terá 6,7 mil voos diários, mas precisou abrir mão de slots
em terminais para preservar concorrência Andrew Harrer / Bloomberg

WASHINGTON – A American Airlines e a US Airways concluíram nesta segunda-feira seu processo de fusão, tornando-se a maior companhia aérea do mundo. A nova companhia, denominada American Airlines Group, estreou na Nasadaq com o código AAL e nasce depois que o Supremo Tribunal dos EUA indeferiu no sábado à noite recurso de última hora apresentado por um grupo de consumidores e agentes de viagem que temem que a nova companhia dificulte a redução de preços no mercado.

American Airlines e US Airways anunciam fusão que cria a maior empresa aérea do mundo
Para autorizar a fusão, os órgãos de concorrência americanos obrigaram as duas companhias a renunciar a 104 slots em vários aeroportos americanos, repassados a empresas de menor porte. Com a fusão, avaliada em US$ 18 bilhões, a nova empresa economizará por ano US$ 1 bilhão em sinergias, passa a ter faturamento de US$ 38,7 bilhões anuais, 100 mil trabalhadores e 6.700 voos diários, superando a até então líder United Continental.

“Hoje é um grande dia para a American Airlines e para a US Airways. Estamos a um passo de oferecer aos nossos clientes uma companhia aérea mais sólida, com melhores opções de horários, mais acesso aos melhores destinos e uma frota moderna com eficiência de combustível”, diz um comunicado, publicado nos sites de ambas as empresas nesta segunda.
O mercado reagiu bem à fusão. Na sua estreia, os papéis da nova companhia têm valorização de 4,3%, a R$ 24,98. Segundo estimativa da consultoria Wolfe Research, a ação pode chegar a até US$ 39 em 2015.

Apesar da oposição de grupos de defesa do consumidor, a união das empresas conta com apoio de trabalhadores de ambas as empresas e também dos sindicatos de pilots, comissários e trabalhadores em terra. A operação marca a saída da American Airlines da concordata, declarada em novembro de 2011 para reduzir custos operacionais.

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