Trip lidera em atrasos e cancelamentos

O Estado de S.Paulo
15 de dezembro de 2013 | 2h 03

Companhia alega que percentuais são baixos, quando comparados com o número de frequências e de rotas realizadas
O Estado de S.Paulo

A Trip Linhas Aéreas é a campeã de atrasos neste ano. A empresa apresentou o maior atraso médio em 2013 até setembro, o que significa que os passageiros que viajaram pela companhia chegaram ao seu destino 11 minutos depois do horário previsto, em média. A Trip também registrou a maior taxa de cancelamentos, que foi de 13,6% – o dobro do registrado pela TAM e pela Gol.

“Embora os índices levantados pela reportagem não sejam ideais, a companhia ressalta que há uma série de fatores que podem impactar na regularidade e pontualidade de suas operações”, afirmou a empresa em nota. “São eles: questões meteorológicas, tráfego aéreo congestionado, problemas de infraestrutura em alguns aeroportos e restrições por obras, manutenção não programada de aeronaves e ajustes de malha, entre outros.”

A Trip ainda ressaltou que os porcentuais são baixos, se comparados com o número de frequências e rotas realizadas diariamente pela empresa. A companhia, fundada em 1998, é conhecida pela atuação fortemente regional.

Fusão. A Trip e a Azul anunciaram fusão em maio de 2012. No dia 21 de outubro, as duas companhias receberam o aval da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar como uma empresa só. O negócio já havia sido autorizado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em março.

Com a autorização da Anac, as duas empresas passarão a ter um único Certificado de Operador Aéreo (COA) – documento que permite que uma empresa aérea faça voos regulares. Juntas, Azul e Trip somam 100 destinos atendidos, 121 aeronaves, 840 voos diários e cerca de 15% do mercado doméstico.

As empresas já tinham frota e malha integrada. Embora parecesse que elas funcionavam como uma única empresa, Azul e Trip eram duas companhias aéreas para a Anac. Ou seja, um piloto da Azul, por exemplo, não podia comandar uma aeronave registrada na Anac como frota da Trip. / M.R. e R.B.

3 PERGUNTAS PARA…
Moreira Franco, ministro da Secretaria de Aviação Civil

1. Brasília começa a ter o problema de o avião chegar, mas não ter como pousar. Isso será resolvido só no médio prazo?
Isso é exatamente em função das obras que ocorrem no aeroporto. Vai ser resolvido. Aqui é volume grande, será sempre. Neste ano, o dia crítico é o dia 20. As pessoas estarão viajando para o Natal.

2. Haverá mais frequências para dar vazão a essa demanda toda?
As empresas estão apresentando à Anac planos de aumento de voos, reserva de pessoal, contingência de equipamento. Vai ter mais voos, mais gente, mais pessoal.

3. A regionalização dos aeroportos, que está em elaboração pelo governo, vai mudar esse quadro?
Quando os aeroportos regionais estiverem funcionando, os grandes aeroportos já estarão com suas obras concluídas e com uma operação mais competente.
/ LU AIKO OTTA

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