Piloto evita choque de aviões no ar

O Dia Online – RJ
21/12/2013 00:05:29

Incidente ocorreu em Campinas logo após aeronave decolar em direção ao Santos Dumont
O DIA

São Paulo – Uma manobra brusca feita por um piloto da empresa aérea Azul impediu na tarde de quinta-feira que a aeronave se chocasse com outra próximo ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Para evitar o choque, o comandante, após pedir a passageiros e à tripulação que voltassem à posição de decolagem, desceu bruscamente, em um procedimento semelhante a um mergulho, evitando o desastre. A primeira suspeita é que houve uma falha dos operadores que trabalhavam na torre de comando do aeroportos na comunicação com os pilotos.

A empresa aérea, através de sua assessoria, confirmou nesta sexta-feira o incidente. Ela informou que a aeronave que quase foi atingida fazia o voo 5114 (Viracopos-Santos Dumont), que partira de Campinas às 16h14 com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio.

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O avião da Azul que quase se chocou no ar com o outro tinha acabado de
sair do aeroporo de Campinas Foto: Reprodução Internet

FAB AFASTA OPERADORES

Por causa do incidente, dois controladores de voo do Aeroporto Viracopos foram afastados do trabalho pela Força Aérea Brasileira (FAB). A FAB divulgou nota confirmando o afastamento dos trabalhadores, mas não seus nomes. No documento, a Força afirma que instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias que levaram ao incidente e quem são os responsáveis.

De acordo com o órgão, os profissionais que trabalhavam na quinta-feira foram afastados preventivamente até a conclusão da apuração, a cargo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Mas, por enquanto, segundo o órgão, eles não são suspeitos de negligência.

Procurada ontem, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou ter sido comunicada do fato, mas a direção da Agência não quis se pronunciar sobre o caso. Ela alega que a apuração é de responsabilidade exclusiva da Aeronáutica. A Anac só deverá se pronunciar depois de receber o relatório com as conclusões finais da investigação da FAB.

A Força Aérea avisou, no entanto, que não há um prazo para concluir a investigação e enviar o relatório. O órgão salientou que, em princípio, a apuração não tem caráter punitivo e que o objetivo principal é identificar se houve falhas e corrigi-las para que incidentes semelhantes não aconteçam.

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