Governo quer entregar logo Galeão e Confins

O Globo
9/01/14 – 22h30

Antecipação de março para janeiro permitiria melhorias antes da Copa
DANILO FARIELLO

BRASÍLIA E RIO – O governo quer que, nos próximos dias, os vencedores dos leilões dos aeroportos de Galeão (Rio) e Confins (MG) entreguem os últimos documentos necessários à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A assinatura dos contratos pode ser antecipada de 17 de março, prazo limite, para janeiro, como informou nesta quinta-feira Ilimar Franco na coluna Panorama Político, do GLOBO.

Dessa forma, os concessionários poderiam iniciar obras para a melhoria dos aeroportos antes da Copa. Assim que assinarem o contrato, os operadores terão prazos para apresentar e implementar o plano de ações imediatas, que envolve pequenas obras, como reforma de banheiros, melhoria de sinalização, oferta de acesso gratuito à internet via Wi-Fi e aperfeiçoamento em esteiras de bagagens e escadas rolantes.

A antecipação é prevista no edital. Além disso, não houve impugnações de concorrentes aos leilões promovido pela Anac. Com o contrato assinado a partir da próxima semana, a troca efetiva do operador do aeroporto, que acontece depois de seis meses da assinatura do contrato, só ocorreria depois da partida final da Copa, em 13 de julho, conforme desejado pelo governo. Segundo a Secretaria de Aviação Civil (SAC), o objetivo de antecipar a assinatura é justamente tomar providências entre a Infraero e os consórcios vencedores para que comecem a trabalhar juntos em intervenções imediatas para melhorar a operação já durante a Copa do Mundo.

A Odebrecht TransPort, que lidera o consórcio vencedor do Galeão, negou porém que haja conversas nesse sentido e disse que está mantido original.

Nesta quinta-feira, o diretor de Relações Institucionais da Azul, Victor Celestino, esteve reunido com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, um dia após a companhia anunciar um teto de R$ 999,99 para os preços das passagens durante a Copa:

– A atitude da Azul é colaborativa com a realização da Copa e com país, mas sobretudo é respeitosa com os consumidores.

Colaborou Danielle Nogueira

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