Transporte aéreo na mira

Gazeta Digital – MT
Cuiabá, sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Editorial

O transporte aéreo brasileiro está longe de arrancar elogios dos usuários. Os problemas do setor ficaram ainda mais evidentes nos últimos anos, chegando a explodir em 2006, quando uma série de eventos colocou o segmento em crise. Na época, as autoridades chegaram a chamar o cenário, oportunamente, de caos/apagão aéreo.

Naquele período o setor enfrentou uma séria crise, como o acidente com um avião da Gol, falhas estruturais, crise financeira da Varig, entre outras, que levaram à queda do ministro da Defesa do governo Lula, Waldir Pires. Voltando à atualidade, pouco se observou no que se refere às mudanças daquele ano para cá. E pior. Agora não são apenas o atraso e o cancelamento de voos que têm irritado os passageiros. Pelo menos não mais. Tarifas a preços exorbitantes, pouca disponibilidade de voos, extravio de bagagens e atendimento que deixa a desejar fazem aumentar o número de reclamações nos Procons e junto ao órgão regulador.

O que vem preocupando nos últimos dias não é nem o valor dos serviços prestados no aeroporto, e sim a data de inauguração da estrutura para a Copa, assim como em outras cidades-sedes

Apesar de todo o esforço do governo, do anúncio recente das concessões da operação dos aeroportos à iniciativa privada, ainda são ações insuficientes para reverter a dura realidade enfrentada pelas pessoas que precisam do transporte aéreo. Um meio de locomoção caro, que ainda está se popularizando no Brasil, e que não tem oferecido qualidade para quem paga por ele.

Para completar, esta semana, a Secretaria de Aviação Civil, ligada à Presidência da República, divulgou a 4ª edição dos Indicadores de Desempenho Operacional em Aeroportos, referente ao último trimestre de 2013. A pesquisa, realizada com passageiros dos 15 principais aeroportos do país, por meio de questionário, mostra o nível de insatisfação das pessoas que continua elevado.

Dentro dessas 15 unidades está o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, que de internacional só carrega o nome. Surpresa seria se ele não estivesse na lista dos piores. Entre os quesitos reclamados pelos usuários está o preço dos alimentos, do estacionamento e o acesso à internet sem fio. A unidade passa por reforma e ampliação para atender os turistas que vierem a Cuiabá assistir aos jogos da Copa e, desde o início é alvo de críticas.

Mas o que vem preocupando nos últimos dias não é nem o valor dos serviços prestados no aeroporto, e sim a data de inauguração da estrutura para a Copa, assim como em outras cidades-sedes. O ministro Moreira Franco, que esteve em Várzea Grande no fim de janeiro, exige que as empreiteiras e Infraero entreguem a obra até abril próximo, e o ritmo dos trabalhos segue acelerado. A esperança dos usuários é que depois de todo esse caos, em decorrência das obras, os serviços sejam oferecidos com qualidade e preço justo. Resta esperar para ver! 

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