Comparação com queda da Air France se enfraquece

Folha de São Paulo
TERÇA-FEIRA, 11 DE MARÇO DE 2014

RICARDO GALLO
DE SÃO PAULO

Ter desaparecido sobre o mar é das poucas semelhanças entre o voo 370 da Malaysia Airlines e o voo 447 da Air France, que caiu em 2009.

Por ora, há mais diferenças: pouco antes de cair, o Airbus-A330 da Air France enviou mensagens automáticas à empresa que apontavam problemas elétricos e de pressurização da cabine.

Não há informação, até o momento, de que a Malaysia Airlines tenha recebido mensagens automáticas apontando anomalias no Boeing-777.

O avião da companhia francesa enfrentou mau tempo, que, no final, resultou no congelamento de tubos externos que alimentam informações sobre altitude e velocidade, o que contribuiu para o desastre, com 228 mortos.

Tampouco há sinal de que o avião malasiano tenha passado por área de tempestade.

Os primeiros destroços do Airbus foram vistos dois dias depois do acidente. O Boeing da Malaysia sumiu faz quatro dias. Isso dificulta as buscas por destroços, que, levados pelas correntes marítimas, ficam mais espalhados.

São raros os casos de aeronaves de transporte regular de passageiros desaparecidos por tanto tempo.

MISTÉRIO

Sem muitas informações, existem mais perguntas do que respostas. Não se sabe, por exemplo, se alguma explosão ou falha estrutural ocorreu –o que poderia abrir a fuselagem e, a 10 km de altitude, despedaçar o avião.

Por enquanto, a falta de notícias impede até falar com certeza que o avião caiu.

É algo improvável, porém: não consta que algum tripulante ou passageiro tenha feito contato em busca de socorro até o momento ou de aeroportos entre a Malásia e a China a detectar a aterrissagem de um gigante como um Boeing-777/200, com mais de 200 passageiros.

As respostas, espera-se, virão nos próximos dias.

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