Companhias aéreas low cost: dicas para o barato não sair caro!

Diário do Nordeste
13/03/2014 – 9:31

Na ordem da preferência de quem viaja pela Europa, a companhias aéreas de baixo custo guardam algumas pegadinhas. Confira dicas para não errar na hora da compra.
Anchieta Dantas Jr

Viajar de um país a outro com passagens que podem custar menos de R$ 100. Uma festa para os brasileiros que decidem passar férias na Europa ou na Ásia, onde proliferam as companhias aéreas de baixo custo, as chamadas “low cost”. No entanto, aqueles que desejam aproveitar a facilidade a fim de se deslocar nesses continentes – pagando um preço que costuma sair mais barato do que qualquer outro tipo de transporte – devem prestar atenção a algumas pegadinhas, para no fim, o que sairia em conta, não onerar o bolso.

Para começar, cuidado com os extras na hora da compra. É bom ficar claro que viajar de “low cost” não é o mesmo que embarcar em um voo comum. Itens que costumam estar incluídos nos de outras companhias aéreas – direito a despachar uma mala, reservar assento ou tomar um simples copo de água durante a viagem – são cobrados à parte.

Bagagem

E há regras bem estritas em relação à bagagem de mão, caso você não for despachar. Em geral, é permitido levar um volume por passageiro, com peso máximo que varia de seis a dez quilos e dimensões também pré-definidas pela companhia. Isso quase sempre é conferido na hora de entrar no avião, com balanças e medidores na porta de embarque. Se a mala não atender às exigências, eles a despacham sem dó nem piedade, e a tarifa pode ser o triplo do valor que você paga se optar pelo serviço no momento da reserva on-line.
Sem contar que algumas empresas, ao anunciar preços, não adicionam ao valor da oferta, a taxa de embarque e os impostos locais, que variam muito de um país para outro. Esses extras podem duplicar, triplicar ou até mesmo quintuplicar o preço final da compra.

Extras

Fique atento ainda às armadilhas das vendas de produtos. Existem companhias que tentam empurrar ao cliente, na hora da aquisição, diversos itens de parceiros, como hospedagem no destino, aluguel de carro ou uma mala de mão do tamanho correto para voar com aquela empresa. É fácil clicar sem querer em um deles ou se esquecer de desmarcá-los.

Check-in

Outra situação que costuma pegar muito turista desavisado é deixar para fazer o check-in no aeroporto. Algumas companhias cobram pelo serviço. Assim, o faça pela internet e imprima o cartão de embarque antes de sair de casa.

Atenção ao aeroporto de saída e destino

Leve em conta também o aeroporto de saída e de destino. Para baratear o preço dos voos, uma das medidas que as empresas de baixo custo tomam é não usar os aeroportos principais. Por isso, ao comprar a passagem, vale observar de onde o voo sai. Em Paris e Barcelona, por exemplo, os aviões costumam utilizar aeroportos que ficam em torno de uma hora dessas cidades. Para saber se vale a pena, some ao preço final o valor do deslocamento, que em alguns casos pode sair mais caro do que a própria passagem aérea.

E mais: em geral, mudar a data ou o nome do passageiro não compensa, já que as taxas extras cobradas podem equivaler ao preço de um novo ticket. Portanto, vale comparar o valor final das passagens com o cobrado pelas companhias convencionais, que já incluem a maior parte dos extras citados. E para conseguir preços realmente baixos, comprar o quanto antes é a fundamental. Em geral, as companhias colocam as passagens à venda com cerca de um ano de antecedência.

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