Contrato de venda da TAP será assinado no dia 24 de junho

Globo
16/06/2015 22:13

BNDES pode financiar exportação de aviões da Embraer para a aérea portuguesa, segundo fontes
POR DANIELLE NOGUEIRA

Avião da TAP - Reprodução de internet

Avião da TAP – Reprodução de internet

RIO – O contrato de venda da companhia aérea portuguesa TAP será assinado no próximo 24 de junho. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo ministro das Finanças de Portugal, António Pires de Lima. O documento é o primeiro passo para um possível financiamento do BNDES à exportação de aviões da Embraer que integrariam a frota da nova TAP, segundo fontes próximas ao negócio.

A TAP foi vendida semana passada por € 354 milhões ao consórcio Gateway, formado pelo dono da brasileira Azul, David Neeleman, e pelo empresário português Humberto Pedrosa. A proposta do consórcio incluía uma carta do BNDES, na qual o banco dizia dispor de linhas de internacionalização de empresas e que, caso os termos da oferta do consórcio se enquadrassem nos parâmetros do BNDES, a instituição poderia apoiar a operação de compra da TAP.

O BNDES só financia companhias brasileiras. O consórcio Gateway é controlador pelo sócio português. Portanto, na atual configuração da empresa compradora, o banco não teria como financiar diretamente a compra da TAP. Segundo fontes, as conversas entre o novo dono da aérea portuguesa e o BNDES, giram em torno de apoio para uma possível compra de aviões da Embraer. A proposta do Gateway prevê a ampliação da frota da TAP em 53 aviões, de acordo com a imprensa portuguesa.

O BNDES não comentou a possibilidade de financiamento. O Gateway também não comentou o assunto. A Embraer disse que “está sempre atenta às oportunidades propiciadas pelo mercado, mas até o momento não houve diálogo nesse sentido”. Analistas avaliam que a compra da TAP pode abrir caminho para os jatos da Embraer, já que a aérea portuguesa tem um braço regional e a Azul, de Neeleman, já tem forte relação com a fabricante brasileira de aviões.

Em Portugal, a Embraer controla a OGMA (que atua na manutenção e fabricação aeronáuticas) e, desde 2012, possui dois centros de excelência na unidade de Évora: uma especializada em peças metálicas (como a estrutura da asa, por exemplo) e outra focada em materiais compósitos (materiais como os utilizados nos comandos de voo).

No próximo dia 24, o governo português — atual controlador da TAP — receberá os primeiros € 2 milhões dos € 10 milhões que irão diretamente para os cofres públicos nesta fase. Os € 8 milhões restantes que vão para o Tesouro português serão liberados quando a operação estiver aprovada pelos órgaõs reguladores brasileiros e europeus.

Após esta primeira fase, os novos donos da TAP vão capitalizar a companhia com € 269 milhões. Os demais € 68 milhões serão liberados em parcelas de € 17 milhões a cada trimestre, a contar do início de 2016.

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