TAM prevê investir R$ 50 milhões para ampliar centros de serviços

Valor Econômico
17/08/2015 às 05h00

Por Virgínia Silveira | De São Paulo

Pinho, presidente: ‘Já avaliamos a instalação de bases alternativas ao Galeão”

Pinho, presidente: ‘Já avaliamos a instalação de bases alternativas ao Galeão”

Com o mercado mais cauteloso para a compra de novos jatos executivos devido às incertezas do cenário econômico, a TAM Aviação Executiva (TAM AE) está focando seus investimentos na expansão de serviços que melhorem o atendimento e suporte aos clientes das marcas de jatos que representa (Beechcraft,Cessna e Beil Helicopter). Em 20 15, segundo o presidente Fernando Pinho, a participação da área de serviços deve responder por 6o% da receita total da companhia, prevista para ficar entre R$ 170 milhões e R$ i8o milhões. No ano passado representou 40% da receita.

A empresa prevê investir R$ 50 milhões na ampliação dos serviços para clientes no país. Desse total, segundo o diretor Leonardo Fiúza, R$ 15 milhões serão aplicado na expansão dos serviços de manutenção para jatos executivos nos próximos anos e outros R$ 5 milhões para a instalação de unidades de FBO (sigla em inglês para operações de base fixa), estrutura em solo para atender aeronaves na parte de abastecimento, plano de voo, hangaragem, limpeza do avião, entre outras atividades.

O executivo diz que a TAM AE já investiu R$ 30 milhões na construção e equipagem do novo centro de manutenção em Aracati (CE), que iniciará as operações este semestre. Até o final deste ano pretende criar três novas bases de FBO em locais estratégicos do país. A de Manaus, inaugurada há duas semanas, funcionará como ponto de referência para chegada e saída de aviões nas rotas com origem ou destino os EUA, Caribe e o norte da América do Sul.

Os novos investimentos, segundo presidente Fernando Pinho, permitirão à TAM AE antecipar-se ao aumento do fluxo internacional de aeronaves que vai se intensificar ainda mais durante os jogos olímpicos de 2016. “Já estamos avaliando a instalação de bases alternativas ao Galeão, no Rio de Janeiro, para atender a demanda durante esse período”, comentou.

Fiúza diz que o movimento de aeronaves executivas durante as Olimpíadas será ainda maior que na Copa. “Os Jogos Olímpicos é um evento mais global porque envolve a participação de 200 países, enquanto que a Copa reuniu seleções de 32 países”. Pinho lembra que a Copa do Mundo trouxe grande experiência no atendimento de aeronaves internacionais. “Fizemos mais de mil atendimentos durante a Copa”, afirmou o executivo.

A TAM AE também acabou de ser anunciada como novo centro de serviços autorizado da americana Beechcraft King Air no Brasil, aumentando o escopo de atendimento à marca, com a realização de manutenções em garantia e a venda de peças originais com preços mais competitivos. O Brasil, segundo Pinho, opera hoje uma frota de 400 jatos da linha Cessna e 500 da família King Air.

Em Jundiaí (SP), a empresa também opera hoje o maior centro de serviços autorizado pela Cessna do mundo. O local conta com um depósito especial alfandegado, que permite a importação de peças e componentes com maior rapidez. Com Jundiaí, Aracati e outros dois centros em Belo Horizonte e Brasília, a TAM AE tem hoje o maior parque de manutenção de aeronaves executivas da América Latina, podendo atender a mais de 100 aeronaves simultaneamente.

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