Avianca Brasil quer mais de US$ 150 milhões por até 20% da empresa

Na semana passada, família Amaro vendeu fatia da Latam

O GLOBO, COM BLOOMBERG NEWS | / Atualizado

Aeronave da Avianca Holdings SA no aeroporto do El Dorado, em Bogotá - Alejandra Parra / Bloomberg

Aeronave da Avianca Holdings SA no aeroporto do El Dorado, em Bogotá – Alejandra Parra / Bloomberg

SÃO PAULO – A Avianca Brasil, uma das empresas aéreas controladas por José e Germán Efromovich, está buscando vender uma participação de até 20% na empresa por mais de US$ 150 milhões, disse uma pessoa com conhecimento direto do assunto. Na última sexta-feira, a família Amaro, do Brasil, uma das principais controladoras da Latam Airlines, vendeu 6,47% da companhia aérea na Bolsa de Santiago pelo equivalente a US$ 296 milhões.

A Avianca contratou a assessoria do UBS Group para a potencial transação e o processo de venda já começou, disse a pessoa, que pediu anonimato porque as discussões são privadas.

Um acordo daria ao ofertante vencedor acesso à nova frota da Avianca Brasil, de 41 aeronaves Airbus, com foco principal em viagens de negócios. A Avianca Brasil foi a única empresa aérea brasileira a ampliar a receita por assento-quilômetro voado neste ano, registrando um ganho de quase 21% em um dos principais indicadores do setor no período de um ano até julho, segundo os dados mais recentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Avianca Brasil controla 11% do mercado brasileiro.

A empresa aérea e a colombiana Avianca Holdings, ambas controladas pelos irmãos Efromovich, estão procurando parceiros internacionais separados e mantêm um objetivo de longo prazo de se combinarem, disse José Efromovich, em entrevista, em 21 de setembro. Ele preferiu não identificar quem está assessorando a empresa controladora dona da Avianca Brasil, nem fornecer outros detalhes das negociações. Ele disse que a Avianca Holdings contratou a assessoria do Bank of America.

A United Continental Holdings, a Delta Air Lines e a Copa Airlines apresentaram ofertas não vinculantes pela empresa aérea colombiana no início deste ano, reportou a Bloomberg News em 14 de setembro. Não há garantia de que será fechado negócio por alguma das empresas aéreas Avianca.

A United, que detém uma participação minoritária na Azul Linhas Aéreas Brasileiras, informou que não discutiria “rumores ou especulação”. A Delta, que possui uma participação na brasileira Gol Linhas Aéreas Inteligentes, preferiu não comentar, assim como a Avianca Brasil e o UBS. A Copa não respondeu aos pedidos de comentário.

A Avianca Brasil registrou um prejuízo de R$ 906,6 milhões (US$ 282 milhões) em 2015, segundo dados compilados pela Anac. Este foi pelo menos o quinto prejuízo anual consecutivo registrado pela empresa aérea.

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