Taxa de ocupação em voos é recorde

Valor Econômico
25/04/2014 às 05h00

Por Beth Koike | De São Paulo

Aviões - Aeroporto de Congonhas
Conjuntura econômica e antecipação de viagens de negócios por causa da Copa
do Mundo são apontados como os motivos do bom desempenho no 1º trimestre

A taxa de ocupação nos voos domésticos no primeiro trimestre do ano ficou em 79,6% – o que representa uma alta de 5,2 pontos percentuais quando comparado ao mesmo período de 2013. Foi o melhor desempenho da história do setor, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

“Há indícios de que essa expansão é reflexo da antecipação de eventos corporativos que estavam agendados para o período da Copa do Mundo. Mas como é o terceiro mês consecutivo de alta na demanda começamos a acreditar que há também uma melhora na conjuntura econômica e o crescimento pode ser sustentável”, disse Eduardo Sanovicz, presidente da Abear. Em março, a procura por passagens aéreas aumentou 8,2%. Em fevereiro, a alta havia sido de 11,2% e em janeiro, 7,6% quando comparado aos mesmos meses do ano passado.

Segundo a Abear, a previsão é que o número de passageiros no Brasil atinja 211 milhões em 2020. No ano passado, foram 110 milhões, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Já somos o terceiro maior mercado doméstico do mundo e estamos ganhando aeroportos de qualidade. O aeroporto de Brasília acabou de inaugurar o píer Sul e Guarulhos inicia as operações do terminal 3 em maio”, disse Sanovicz.

O presidente da Abear destacou ainda que o mercado nacional atingiu um patamar semelhante ao de países como os Estados Unidos, onde a taxa de ocupação nos voos é de cerca de 80%, percentual necessário para que a companhia aérea tenha uma boa rentabilidade em seus voos.

As empresas do setor melhoraram suas margens de ganho. Nos três primeiros meses, a procura por voos nacionais cresceu 8,9%, mas as companhias aéreas aumentaram a oferta em apenas 1,8%. Com isso, conseguiram colocar mais passageiros por voo, melhorando sua rentabilidade.

Nos destinos internacionais, também houve ganho de rentabilidade, apesar da redução de 4,3% no volume de passageiros que ficou em 1,1 milhão no trimestre. A procura por viagens aéreas para outros países caiu 0,6%, em contrapartida a oferta diminuiu 8,6%.

Em março, a TAM foi a líder do setor com uma participação de 38,9%, seguida da Gol que ficou com uma fatia de 36,2%. A Azul respondeu por 16,5% do mercado e a Avianca, 8,4%.

Apesar de a Avianca ter a menor fatia do setor, a companhia aérea de Germán Efromovich foi a que registrou o maior crescimento de demanda. A procura pelos voos da Avianca aumentou 26,4% em março.

Entre as líderes do setor, a TAM viu a procura por seus voos crescer 6,5% e a ocupação aumentar cinco pontos percentuais. Na Gol, a demanda aumentou 7,46% e a taxa de ocupação cresceu nove pontos percentuais. Ontem, a ação da Gol liderou as altas do Ibovespa, fechando o pregão com valorização de 6,25% a R$ 13,09.

(Colaborou João José Oliveira)

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