Aéreas vendem 22% das passagens

Tribuna do Norte – RN
26 de Abril de 2014 às 00:00

Vinícius Menna
repórter

A menos de dois meses da Copa do Mundo, apenas 22,6% das passagens aéreas ofertadas para Natal foram vendidas. Entre as cidades-sede, a capital potiguar ocupa a quinta colocação entre as que mais venderam bilhetes em relação ao que as companhias ofertaram. Do total de 140 mil assentos previstos para voos a Natal, cerca de 31,6 mil foram convertidos em passagens aéreas até o dia 17 de abril. Para a Associação Brasileira de Agências de Viagens do RN (Abav-RN), o número é baixo, mas poderá aumentar até o evento.

Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e mostram que o percentual de Natal é o quinto maior do país, além de estar acima da média nacional: 18,92% dos assentos reservados para as cidades-sede entre 6 de junho a 16 de julho foram convertidos em bilhetes. Ao todo, foram previstos 11,5 milhões de assentos para os aeroportos das cidades-sede da Copa do Mundo no período.

Na prática, isso quer dizer que ainda existem mais de 108 mil assentos livres em voos para Natal. Eles integram os mais de 9,3 milhões de assentos que estão livres em voos para as cidades-sede no período da Copa do Mundo.

A Anac informou ainda que que a malha aérea atual está sendo reestruturada somente para o período da Copa, para que as companhias ajustem a oferta conforme a demanda, tendo em vista que as rotas mais demandadas pelos passageiros no período será para as cidades-sede dos jogos.

Segundo a Agência, foram solicitados mais de 160 mil slots (horários de chegadas e partidas), o que representa cerca de 80 mil voos incluídos ou alterados para o período. Dentro desse número incluem-se 1.973 novos voos. “As solicitações foram atendidas considerando-se o número de alterações apresentadas por companhia e a capacidade de pista, de pátio e de terminal dos 25 aeroportos coordenados pela Agência durante o mundial”, explicou a Anac, em nota.

Companhias
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou na tarde de ontem a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que reúne as maiores companhias aéreas do país, para comentar o assunto, mas não conseguiu contato.

À Folha de S. Paulo, o presidente da Associação, Eduardo Sanovicz, informou que os números abaixo da média no período dos jogos era previsto, mas os dados se revelaram piores do que o esperado.

Um dos motivos para o desempenho, segundo o presidente da Abear, poderia estar relacionado ao fato de que tradicionalmente dois terços dos passageiros são de negócios e eventos. Com a Copa, a tendência é que esse público adie os compromissos que tem no período dos jogos para evitar preços altos de passagens e hoteis.

A TRIBUNA DO NORTE também procurou as companhias aéreas. Apenas a GOL fez uma avaliação sobre a demanda por bilhetes para as cidades-sede no período da Copa. “Durante a Copa do Mundo a demanda será muito parecida com os meses de junho e julho do ano passado – período de férias e grande volume de passageiros nos aeroportos. Teremos alguns picos em datas específicas que serão equilibrados por uma diminuição da demanda de clientes corporativos”, declarou a GOL.

Para o vice-presidente da Abav-RN, Abdon Gosson, que também é representante da TAP, é preciso levar em consideração que houve um incremento no número de voos por parte das aéreas. “Mas acho que poderia ser um número bem melhor, não é algo para se comemorar”, pondera.

A proximidade da Copa do Mundo não é vista por Gosson como um impeditivo para que as vendas melhorem nos próximos dias. “A tendência é de aumento nas vendas. O preço vai cair. O mercado está se acomodando. Não tenho dúvidas que esse número ainda vai subir significativamente num curto espaço de tempo”, diz.

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