Paralisações de aeroviários afetam três cidades sedes

Correio Braziliense
13/06/2014 06:00

Greve de aeroviários prejudica passageiros no Rio, rodoviários param em Natal e motoristas prometem  cruzar os braços em Fortaleza

Por causa da paralisação dos aeroviários no Rio, vários passageiros não conseguiram embarcar no Galeão

No primeiro dia da Copa do Mundo, movimentos grevistas nas cidades sedes, apesar de pequenos, causaram transtornos a turistas e moradores. Aeroviários do Rio de Janeiro, que decidiram parar as atividades ontem, fizeram uma manifestação na avenida que dá acesso ao Aeroporto Antônio Carlos Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, Zona Norte da cidade. O bloqueio tumultuou o trânsito levando vários passageiros a perderem os voos. Companhias remarcaram os bilhetes sem custos, mas, em muitos casos, não havia assentos disponíveis. O clima foi de tensão entre os usuários que viajavam para assistir às partidas em outros estados.

Ao longo do dia, o Sindicato Municipal dos Aeroviários do Rio de Janeiro suspendeu a paralisação. Em resposta a uma ação ajuizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou à categoria que não se manifestasse no interior dos aeroportos da capital fluminense e no entorno deles, porque prejudicaria a população. Os aeroviários, que atuam nos aeroportos do Galeão, no Santos Dumont e em Jacarepaguá, reivindicam aumento salarial e outros benefícios.

Em Natal, o primeiro dia de greve do transporte público deixou os moradores da capital potiguar irritados. Logo de manhã, as paradas de ônibus estavam lotadas.
A paralisação foi decidida na noite de quarta-feira, véspera do início da Copa do Mundo. Motoristas e cobradores querem 16% de reajuste, mas a proposta dos
patrões foi de 5,82%.

Ontem, houve uma reunião com representantes dos trabalhadores e dos patrões no Ministério Público do Trabalho (MPT), mas o impasse continua. A secretaria de Mobilidade Urbana de Natal anunciou que autorizará o uso de transportes alternativos para atender aos passageiros — como ônibus escolares e vans. A greve, iniciada em abril, dos servidores municipais da área da Saúde da capital potiguar, deve terminar hoje. Ontem, a Justiça determinou que a categoria retorne ao trabalho durante o período do Mundial.

 

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