“Mutirão da Gol” terá 210 audiências

Diário de Cuiabá
05/08/2014

Central de Conciliação de Cuiabá pretende encerrar processos em que a empresa Gol aparece como ré, na maioria dos casos, por danos morais
YURY RAMIRES
Da Reportagem

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Ação surge como forma de facilitar o encerramento de
processos que podem tramitar por anos no Juizado Especial

Duzentas e dez audiências em que a empresa Gol Linhas Aéreas aparece como ré devem acontecer até amanhã (6) em Cuiabá. O “Mutirão da Gol” está sendo promovido pela Central de Conciliação da capital como uma forma de facilitar o encerramento dos processos, que podem tramitar por anos no Juizado Especial. Na maioria dos casos, os clientes pedem por danos morais.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o mutirão temático está se deparando com diversas situações, que vão desde perda de bagagem até clientes que alegam terem sidos maltratados por funcionários da empresa.

Em 2013, quando Edézia Marques Martins e sua família se preparavam para embarcar para Florianópolis, quando descobriram que a companhia aérea tinha mudado o voo sem aviso prévio. A família foi dividida em três aviões diferentes, além de passarem horas no aeroporto, o voucher ofertado para alimentação, não estava sendo aceito pelo restaurante.

“Foi uma sucessão de despreparo e tratamentos inadequados por parte da companhia aérea. Ainda por cima, uma funcionária saiu correndo empurrando a cadeira de rodas em que estava minha mãe. Não sabia se ficava cuidando de parte da família ou se saía correndo atrás da minha mãe. Ficamos muito nervosos com o ocorrido”, lembra.

A causa já tramitava há quase seis meses, e ontem, ela deu fim ao processo e entrou em acordo com a empresa. “O dinheiro não paga o que sofremos, mas ameniza o dissabor”, explicou. Outro acordo firmado foi com a fisioterapeuta Dileny Ferreira. Ela processou a companhia após não conseguir realizar o check in por conta do congestionamento de pessoas que tentavam embarcar.

Ela contou que no ano passado comprou uma passagem durante uma promoção para o Rio de Janeiro. No dia de partir, chegou 30 minutos antes do fechamento do embarque, mas não conseguiu realizar o check in por conta da fila de pessoas que precisavam ser atendidas. O Juizado Especial já havia realizado a primeira audiência do processo, na qual não houve acordo. Porém, ontem ela aceitou uma nova proposta.

O mutirão segue até amanhã e vai buscar finalizar todos os casos, principalmente aqueles em que são pedidos danos morais. A coordenadora da ação, a juíza Adair Julieta da Silva, titular da Central de Conciliação de Cuiabá, espera que 60% dos casos terminem em acordo.

Segundo ela, a ação foi pensada após a realização de outros mutirões envolvendo empresas aéreas. “Quando as pessoas vêm para a conciliação, elas já chegam com a expectativa de realizar o acordo”, finalizou.

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