Tarifa aérea deverá ter alta de 12%

Diário do Nordeste
03.11.2014

Empresa de consultoria prevê ainda, uma outra elevação de 18% no preço das passagens, no mês de dezembro

Rio. Num ano em que o consumo das famílias pisou no freio, as companhias aéreas recorreram às promoções para atrair os consumidores. Como resultado, os preços das passagens aéreas já recuaram 22,97% este ano, de janeiro a outubro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, a taxa acumulada em 12 meses mostra que as tarifas costumam acelerar na reta final do ano, devido à alta temporada. A queda nos preços em 12 meses terminados em outubro é de apenas 1,38%, devido à pressão de preços mais altos em novembro e dezembro do ano passado, o que indica que o item deve voltar a pressionar o IPCA no fechamento do ano, que já roda acima do teto da meta do governo, cuja tolerância é de 6,5%, em 2014.

A consultoria Tendências prevê um aumento de 12% nas tarifas em novembro, seguido de outra elevação de 18% nos preços em dezembro. Ainda assim, a alta nas passagens aéreas no fechamento do IPCA de 2014 seria de apenas 1,9%, bem abaixo do avanço registrado em 2013, de 7,42%. Em dezembro de 2012, quando o consumo estava mais aquecido no País, essa alta foi ainda maior: 26%.

“Nesses meses de maior sazonalidade, a gente espera sim esse aumento de tarifas. Mas a gente tem um quadro do cenário econômico que justifica uma demanda mais fraca. O consumo vai ter um comportamento muito pior este ano. A gente espera uma alta de 2,1% nas vendas do varejo, contra um resultado de 4,3% em 2013”, explicou a economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências.

Nem a realização da Copa do Mundo foi capaz de manter os preços mais altos este ano, como era esperado. “Subiu muito num mês e, no seguinte, a expectativa era que subisse também, mas caiu. As empresas se prepararam para uma demanda maior, que não aconteceu”, contou a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

O IBGE mede os preços das passagens aéreas com origem em 13 capitais para os destinos turísticos mais importantes do País. Em meses de baixa temporada, a pesquisa de preços é feita com 30 dias de antecedência. Para os meses de alta temporada, a apuração dos preços ocorre com antecedência de 60 dias. “Os aumentos costumam acompanhar os meses de férias e feriados”, confirmou Eulina.

A Associação Brasileira de Agências de Viagens acredita que os preços estão mais baratos este ano porque a oferta de passagens e pacotes de viagens aumentou. A entidade prevê um aumento de 5% a 5,5%, nas vendas de agências de viagens neste fim de ano.

Outra explicação para a cobrança de tarifas menores pode estar na queda do preço do querosene de aviação (QAV).

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