Azul quer fazer de Confins seu 2º maior centro de operações

Diário do Comércio – MG
04/11/2014

Ideia é criar mais voos internacionais
Leonardo Francia

Viracopos é, hoje, o principal hub da companhia aérea/Divulgação

Viracopos é, hoje, o principal hub da companhia aérea/Divulgação

A Azul Linhas Aéreas, que tem em Viracopos, em Campinas (SP), seu principal hub, pretende fazer do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), seu segundo maior centro de operações no país. Isso porque, além de ampliar a malha doméstica, a empresa quer operar mais voos internacionais a partir do terminal mineiro.

“Não temos uma definição exata. Mas não há dúvida de que, por ser o segundo maior hub da empresa, nosso grande desejo, numa segunda onda de criação de voos internacionais, é olhar para Minas com bastante cuidado”, disse o presidente da companhia, José Mário Caprioli, na última sexta-feira, durante o II Fórum de Infraestrutura e Logística, promovido pela Lide – Grupo de Líderes Empresariais, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

Caprioli afirmou que está sendo “surpreendido” com a quantidade de conexões para cidades mineiras e até mesmo para a Capital que estão sendo feitas pela companhia em Viracopos, justificando a atenção especial em relação ao Estado. Recentemente, a companhia aérea anunciou a ampliação da malha no Nordeste a partir do aeroporto de Confins.

Conforme já informado, entre 22 de dezembro e 1º de fevereiro, os clientes da Azul contarão com voos adicionais a partir do terminal da RMBH para Salvador, Ilhéus (BA) e Porto Seguro (BA). “Estamos reforçando nossa malha no Nordeste para a alta temporada. Nosso objetivo é que o hub de Confins se amplie. Se estes voos serão fixos ou não vai depender de uma resposta positiva. Mas é comum termos uma malha de alta temporada. Já na baixa ela é direcionada para o turismo de negócios. E aí reforçamos a malha para cidades com esse perfil”, explicou Caprioli.

Incentivo – O plano de reforçar a malha regional também receberá um estímulo por parte do governo federal. Conforme afirmou no mesmo evento o ministro da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, o Executivo encaminhou ao Congresso proposta de medida provisória (MP) que institui subsídios para baratear os preços das passagens a partir de cidades do interior.

Além disso, a proposta do governo federal também pretende flexibilizar as normas de segurança da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de acordo com o movimento dos aeroportos, o que também deve aumentar a demanda por voos regionais. Hoje, de acordo com o Executivo, os preços das passagens aéreas em cidades do interior do país são cerca de 31% a 32% mais caras do que as compradas em regiões metropolitanas ou capitais.

A Azul já vinha se movimentando para ampliar sua rede regional. Em julho, a companhia assinou carta de intenções para comprar até 50 jatos E195-E2 da brasileira Embraer, um pedido que pode chegar a US$ 3,1 bilhões, considerando-se os preços de tabela da aeronave. O anúncio foi feito durante a Feira Internacional de Farnborough, no Reino Unido, e prevê 30 pedidos firmes e 20 opções de compra. A empresa aérea será a primeira a operar o modelo de avião, que foi lançado no ano passado e começa a ser entregue em 2019.

Além disso, em 1º de dezembro a empresa começará a voar de Viracopos para Fort Lauderdale e, no dia 15 do mesmo mês, para Orlando, ambas cidades na Flórida, nos Estados Unidos. Em meados do próximo ano, o presidente da companhia afirmou que será implantado voo, também com origem no aeroporto de Campinas, para Nova York.

Sobre a concessão do terminal de Confins à BH Airport, Caprioli destacou que quando a iniciativa privada administra e opera um aeroporto cria-se uma nova dinâmica favorável a novos investimentos da companhia. “Uma tratativa com um órgão estatal tem todo um ambiente regulatório mais complexo e com a iniciativa privada as coisas tendem a ser mais rápidas”, enfatizou.

Segundo o presidente da Azul, o aeroporto de Confins já vinha recebendo um grande volume de investimentos, mas a concessionária vai ampliar esses aportes. “Isso aumenta o apetite para continuarmos crescendo, porque o terminal estava sofrendo com uma operação difícil e agora já mostra uma certa eficiência”, pontuou.

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