'Avião grande não compensa'

O Globo
11 nov 2014

TAM diz que planeja ampliar operações em aviação regional e avalia complementar a frota com equipamentos menores
Glauce Cavalcanti

A TAM defende o uso de aviões adequados a cada rota para garantir rentabilidade. E planeja expansão gradual na aviação regional a partir de 2015, afirmou Claudia Sender, presidente da companhia. Ela acredita que o subsídio que será concedido pelo governo às empresas aéreas atuando no segmento não viabiliza operações onerosas, afastando o argumento de que a retirada do teto de até 60 assentos por avião para atuar na área beneficiaria quem opera com grandes aeronaves.

A TAM participa das discussões sobre o plano do governo?
Desde o início, sempre pelos canais formais de discussão. Nós acreditamos na aviação regional, que está crescendo mais que as rotas troncais (principais). Além disso, é a origem da TAM. Hoje, operamos em 11 aeroportos regionais e em 42 do país, no total. Vamos aprofundar essa atuação, independentemente do subsídio oferecido pelo governo. Quando falamos em novos mercados, nós nos perguntamos qual o avião correto para aquela operação. Olhando estrategicamente, tem de ser financeiramente viável.

O subsídio oferecido pelo governo facilita a operação?
Sempre defendemos que a prioridade fosse atacar os custos e não compensar na receita. É preciso oferecer infraestrutura adequada e estimular desoneração de custos. Como a medida contempla o subsídio, ele tem de ser isonômico e estimular a eficiência. A nova proposta traz mais isonomia e fará as empresas buscarem operações mais eficientes. Por outro lado, não prejudica o mercado. Todas as aeronaves e aeroportos continuam sendo beneficiados.

A mudança na regra do subsídio beneficia quem usa aviões maiores?
Esse limite não necessariamente estimula a melhor forma de gerar capacidade. E botar avião grande não compensa. O subsídio não viabiliza uma operação onerosa. Quem usar a aeronave correta vai ter melhor resultado.

A TAM ampliará a frota?
Já temos estudos em andamento. Quando a companhia faz um pedido de aviões, leva de dois a cinco anos para receber. Depois, ficam de dez a 15 anos na frota. É compromisso de 20 anos. O subsídio é para cinco, renovável por mais cinco, é curto prazo. A decisão (de investir) tem de estar em linha com a estratégia da empresa. Faremos complementação de frota. Vamos consultar os fabricantes do segmento, incluindo a Embraer.

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