Negociação entre aéreas e aeronautas pode se arrastar até janeiro, diz sindicato

olha Vitória
10/12/2014 às 21h28

Estadão Conteúdo
Redação Folha Vitória

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São Paulo – A data base para o reajuste dos salários dos aeronautas é dezembro e as negociações entre o sindicato da categoria (Sindicato Nacional dos Aeronautas – SNA) e a entidade patronal (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas – SNEA) estão em andamento, mas as discussões sobre a convenção coletiva podem se arrastar até janeiro, disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o presidente do SNA, comandante Adriano Castanho.

“As negociações da convenção coletiva estão atrasadas, mas assinamos a garantia de data base, o que nos dá certa tranquilidade para o desenrolar das negociações em janeiro”, disse. Castanho salientou que a abordagem do SNA neste ano representa uma quebra de paradigma, já que a categoria optou por não pressionar demasiadamente as empresas com ameaças de greve às vésperas das festas de fim de ano. “A nova diretoria do sindicato entende que isso não é positivo, atrai a atenção das empresas, mas também gera oposição da mídia, das pessoas e do governo. Mudamos principalmente em respeito à sociedade”, comentou.

A próxima rodada de negociações está marcada para 18 de dezembro, quinta-feira que vem. E a partir de então o sindicato deve agendar assembleias da categoria para discutir as propostas. A primeira deve acontecer ainda este ano, e ele não descarta a possibilidade de uma decisão ainda em 2014, mas sinaliza com negociações mais longas.

Por ora, o sindicato patronal mantém a proposta de reajuste salarial de 6,33%, ou seja, a reposição integral da inflação calculada pelo INPC. Os trabalhadores reivindicam 11% de aumento salarial, além de outros ganhos sociais. “Defendemos um ganho real, porque faz uns quatro anos que não temos, mas depende do que vai evoluir nas cláusulas sociais”, disse.

Além do aumento real, os aeronautas também pedem avanços como novo número mínimo de folgas mensais; limitação das madrugadas consecutivas; remuneração das horas de solo; plano de previdência privada, entre outras reivindicações.

Ontem, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, disse esperar que as negociações salariais com os sindicatos dos aeronautas e dos aeroviários possam ser concluídas nos próximos dez dias, antes da semana mais intensa de viagens para o Natal, ou seja, na sequência da próxima rodada. “Já apresentamos a proposta para os aeroviários e a proposta para os aeronautas deve ser apresentada nos próximos dias. Nos últimos anos, fizemos integralmente a reposição do INPC e temos tido aumento real na última década”, afirmou o executivo. Perguntado sobre a possibilidade de greve dos funcionários no fim deste ano, Sanovicz respondeu que “não tem bola de cristal para saber o que vai acontecer”. E indicou que o processo com as representações sindicais estava sendo conduzido de maneira madura.

Procurados, representantes do Sindicato Nacional dos Aeroviários não foram encontrados para comentar sobre as negociações. Além do aumento de 11%, a categoria pede criação de piso para agente de check-in; vale-refeição R$ 16,65 para os aeroviários com jornada de trabalho de até 6 horas, e de R$ 22,71 para os demais; seguro de vida; fornecimento de cosméticos, quando exigido, entre outras reivindicações.

(Colaborou Eduardo Rodrigues)

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