Reoneração fiscal do setor aéreo terá custo de R$ 200 milhões ao ano, diz Abear

Gazeta do Povo – PR
25/06/2015 13h46

Redução dos benefícios fiscais vai exigir criatividade das empresas para abrir novos mercados, criar novos nichos e gerenciar custos, diz presidente da associação das empresas aéreas
ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, disse nesta quinta-feira (25) que a reoneração fiscal, aprovada ontem na Câmara dentro do projeto que reverte a política de desonerações da folha de pagamentos como parte ajuste fiscal em andamento, deve resultar em um custo adicional de R$ 200 milhões ao ano, se o texto for mantido com a alíquota de 1,5% para o setor de transporte, no qual o segmento aéreo está enquadrado.

“É melhor que a alíquota de 2,5%, prevista inicialmente e pela qual o custo adicional iria para R$ 600 milhões”, disse. “Mas é sempre é um custo e mais desafio em um ano que já tem cenário que descrevi”, acrescentou.

Em coletiva de imprensa sobre o desempenho do setor em maio, Sanovicz comentou sobre a queda nos preços das passagens aéreas no mercado doméstico e a tendência de desaceleração da demanda por viagens no país, mesmo em meio aos esforços promocionais feitos pelas companhias.

Criatividade
O dirigente indicou uma tendência de estabilidade do mercado para o consolidado de 2015, mas admitiu que isso exigirá “criatividade das empresas em abrir novos mercados ou criar novos nichos” e gestão e corte de custos”.

Sanovicz também comentou sobre o acerto da nova convenção coletiva de trabalho dos aeronautas, encerrando mais de seis meses de discussões entre as aéreas e o sindicato dos trabalhadores. Ele evitou dar uma estimativa de impacto nos custos com pessoal com a implantação da nova convenção. “Ainda não temos estimativa de custo, mas minha avaliação é que o acordo foi positivo”, disse.

Ele salientou que as questões abordadas na convenção estão previstas no projeto de lei dos aeronautas, que está em tramitação no Congresso. “Se ficasse por conta do projeto de lei, deixaríamos de ter governabilidade sobre isso, quando trouxemos a discussão e pactuamos um acordo, mantivemos o tema e sua evolução na governabilidade das partes, isso foi positivo”, comentou.

Dentre as questões acertadas na nova convenção, Sanovicz destacou, por exemplo, o novo sistema de folgas, que deve ser implantado em 120 dias.

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