Milhas aéreas se tornam um negócio – conheça o mercado alternativo de venda de milhas pela internet

Turismo e transportes são setores bastante lucrativos da economia. A empresa que consegue gerenciar os seus negócios de maneira racional dentro destes nichos possui a vantagem de contar com uma demanda crescente. Com a popularização do transporte aéreo, as distâncias geográficas passaram a ser vistas como fator/obstáculo muito menos relevante do que eram antigamente. De acordo com o Portal Brasil, o número de brasileiros viajando dentro do país aumentou mais de 18% em um período de quatro anos. De acordo com o Portal, isso foi viabilizado pela inclusão de camadas sociais menos favorecidas no turismo. Com isso, podemos admitir uma verdade: há diversas famílias nas quais o aumento da renda é investido em viagens.

Foto: DINO

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Podemos, ainda, admitir: se houvesse uma redução ainda maior nos custos, certamente o número de pessoas viajando aumentaria. Com isso em mente, empresários criaram um novo tipo de empresa que tanto pode baratear os custos de passagens quanto gerar uma renda extra para quem é fidelizado a algum programa de milhas e por qualquer motivo não queira desfrutar das mesmas. As empresas abrem seus sites para o cliente, que pode se cadastrar e vender suas milhas. Há aquelas que apenas compram e também as que fazem o intercâmbio, disponibilizando o serviço de venda de bilhetes, como é o caso da Central Milhas.

A venda é segura. A maioria das empresas pagam antecipadamente, assumindo todo o risco do negócio. Assim, o cliente não precisa se preocupar, pois recebe o pagamento e só depois passará as informações da sua conta para que a empresa faça uso do número de milhas negociado. No entanto, é importante ficar atento: só vender para sites seguros, com boas recomendações e que já transacionaram um número significativo de milhas.

Polêmicas e contradições

As empresas aéreas condenam a prática em seus regulamentos, chegando até mesmo a ameaçar expulsar os clientes do programa, caso a venda seja descoberta. No entanto a legislação brasileira não possui nenhuma lei que condene a prática, pelo contrário: a partir do momento que o cliente ganha as milhas, elas tornam-se propriedade sua, podendo ser utilizadas da forma que ele desejar. Não há penalidade, por mínima que seja, por conta das autoridades, cabível ao indivíduo que quiser vender suas milhas. Além disso, algumas empresas permitem que bilhetes sejam emitidos em nome de terceiros.

Desse modo, entende-se que as empresas buscam barrar e condenar a prática visando não comprometer os seus próprios lucros, enquanto milhares de milhas expiram nas contas de pessoas que não vão utilizar e milhares de famílias permanecem sonhando com a viagem de férias por falta de recursos para fazê-la, devido à inacessibilidade dos bilhetes. Quem está, então, com a razão?

À disposição dos interessados

Assim, quem quiser vender suas milhas hoje pode escolher através do próprio Google uma empresa confiável para fazê-lo. Quem desejar comprar o seu bilhete por um preço provavelmente menor do que compraria pelas próprias empresas aéreas, pode fazer uma busca nos próprios mecanismos oferecidos nos sites. Este tipo de negócio pode ser visto como uma resposta do mercado para preços abusivos de passagens aéreas. O prejuízo que gera as empresas é duvidoso, afinal, não há perdas reais. E mais: ainda é possível garantir que mais pessoas desfrutem do serviço de bordo, comentem sobre suas viagens, incentivem parentes e amigos a fazer o mesmo, gerando a melhor publicidade gratuita que existe que é a satisfação do cliente.

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